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                                 Olá criançada!
 
Sejam bem vindos a esta página feita especialemte para vocês.








O Palhaço e o Nariz

Era uma vez um palhaço muito engraçado, e muito bonzinho. As crianças adoravam ir ao circo só para ouvir suas piadas e cair na gargalhada.

Palhaço

Quando o circo chegava, era aquela festa! Todo mundo se arrumava para ver os malabaristas e outros personagens, mas famoso mesmo era o palhaço.

Equilibrista

Sempre que ele entrava no picadeiro, fazia suas gracinhas, e contava suas piadas, as crianças logo gritavam felizes:

Crianças

- Eh! Esse palhaço é muito bom! É muito engraçado mesmo!

O que ninguém sabia era que o palhaço era um velhinho triste, muito triste com o seu nariz, que ele achava muito feio:

- Se as crianças me virem sem fantasia, vão me achar horrível com este nariz!

Narigão

E tanto ele sofria com isto que, um dia, um anjinho teve pena dele:

Anjinho-Está bem, vou levar você até o Planeta dos Narizes, e você vai poder escolher um nariz novo que o deixe muito feliz!

-Obá! (o palhaço nunca esteve tão animado!)

Terra

Voaram para o espaço, e viram a Terra lá de longe. Viajaram pelas estrelas até encontrar o Planeta dos Narizes. Ali só tinha nariz, e mais nada. O palhaço nem sabia o que fazer, de tanto nariz que tinha neste lugar.

Olhou para tudo o que pôde, e começou a experimentar as trocas. Na frente do espelho, ele tentava: primeiro este, depois aquele ... até encontrar um que achou muito bonito.

Anjinho O anjinho olhava tudo com muita paciência, pois aquele era alguém especial: um palhaço muito bonzinho.

- Podemos voltar para a Terra?

- Claro! Vamos lá!

Terra

Na hora do espetáculo, o palhaço entrou no picadeiro se achando o máximo, lindo de morrer. Contou uma porção de piadas, fez todas as gracinhas, mas...

Carinha Ninguém achou engraçado.

Até o faquir, que estava esperando sua vez, desistiu de esperar a risada de sempre, e perguntou:

Faquir

-Já posso começar? É a minha vez?

O palhaço saiu muito triste, e foi procurar o anjinho. Pediu para voltar novamente ao Planeta dos Narizes, pois a criançada não tinha gostado nada deste. E então foram até lá.

Uma... Um ...

Duas... Dois ...

Três... Três ...

.... muitas vezes! E em todas o resultado era o mesmo:

Palhaço

- Uh! Esse palhaço é feio! Não é engraçado, não! Uh! - e a vaia doía e rolava nos olhos do palhaço, que a toda hora escolhia um nariz novo.

Até que, um dia, o palhaço estava lá escolhendo nariz no Planeta dos Narizes, quando descobriu um que ele nunca tinha visto antes:

- Ahá! Deste aqui as crianças vão gostar, tenho certeza!

E voltaram os dois para o circo.

Na hora do espetáculo:

Toque de caixa

Foi aquela festa!

O palhaço contou suas piadas, e a criançada riu muito com ele!

Palhaço

Todos comemoraram a volta do palhaço engraçado. Até a vovó ficou contente e dançou com a criançada:

VovóCrianças

O palhaço ficou muito feliz, e saiu correndo para contar ao anjinho que, finalmente, tinha escolhido o melhor nariz. Só não esperava que o anjinho lhe dissese:

Anjinho- Esse é seu próprio nariz, aquele que deixava você tão infeliz ...

Muito espantado, o palhaço acabou reconhecendo que era mesmo! Mas a verdade é que estava muito feliz, e logo voltou correndo para o circo e seus amiguinhos contentes.

Descobriu que nada é melhor do que sermos nós mesmos.

Palhaço com balões

FIM


A Bonequinha Preta

Era uma vez uma bonequinha pretaBonequinha preta, que morava em uma linda Casinha com MariazinhaMariazinha. As duas brincavam o tempo todo, e até dormiam juntas quando estavam cansadas.

PalhaçoPetecaPiãoPetecaPiãoPetecaPiãoPalhaço

Todos os outros brinquedos dormiam em outros lugares, pois Mariazinha Mariazinhaqueria sempre a sua Bonequinha pretajunto. Mas, o que ela não sabia, era que as bonequinhas não dormem como as meninas, aquele tempo todo, sem ver o mundo aqui fora. Eram diferentes das meninas e meninos de verdade em muitas coisas.

Mesmo assim, Mariazinhaensinava à sua bonequinha preferida Bonequinha pretatudo o que aprendia com a mamãe: tomar banho, escovar os dentes, trocar roupas limpas, e tudo mais.

Naquele dia, quando foi dormir um pouquinho depois do almoço, explicou direitinho à bonequinha pretaBonequinha pretaque ela não deveria subir sozinha na janela:

Mariazinha- A janela é muito perigosa! A criança pode cair lá fora e nunca mais voltar para casa. Papai disse que precisa ter gente grande perto sempre que a gente quiser ir à janela.

Mariazinha Mariazinhaviu que a Bonequinha pretaentendeu tudo muito bem, como sempre. Então dormiu sossegada...

A bonequinha preta Bonequinha pretatambém começou a dormir mas, ... uma voz diferente, forte e interessante entrava pela janela trazendo uma novidade que ela não conhecia:

MúsicaMúsicaMúsica- Verdureiro, verdureiro! MúsicaMúsicaMúsica

O que será isso, pensou a Bonequinha preta. Mariazinha Mariazinha, que sempre sabia tudo, estava dormindo e não podia contar nada sobre verdureiros, que deviam ser seres novos e sensacionais! Ela precisava ver!

Talvez seja isto: Homem verde um cara todo verde!

Ou quem sabe isto: Caçador alguém saindo assim do verde.

Também podia ser um destes: Lavrador nunca tinha visto um.

MúsicaMúsicaMúsica- Verdureiro, verdureiro! MúsicaMúsicaMúsica

Ir ou não ir só um pouquinho na janela? A dúvida passou rapidinho e logo ela já estava lá, tentando olhar tudo. Ela não queria cair, mas estava difícil ver. Subiu só mais um tantinho e tibum!caiu lá embaixo!

Por sorte, o verdureiro estava passando bem na hora, e a Bonequinha pretacaiu em cima das verduras fofinhas de seu grande cesto. Ela era tão levinha que ele nem percebeu e continuou andando pelas calçadas com seu canto:

MúsicaMúsicaMúsica- Verdureiro, verdureiro! MúsicaMúsicaMúsica

Passou por várias ruas onde a bonequinha preta Bonequinha pretanunca tinha ido, cada vez mais longe...

Então o verdureiro decidiu voltar para casa, pois já era tarde. Entrou pela garagem escura, sem ver a bonequinha pretaassustada que estava ali. E subiu as escadas para chegar em casa, largando o cesto no chão.

Porta assombrada

A bonequinha preta Bonequinha pretacomeçou a chorar, de tanto medo que estava daquele lugar estranho e escuro. Cair da janela assim tinha sido uma grande besteira, e Mariazinhanão ia gostar nada de ter sido desobedecida. Então chorou e chorou mais ainda, sem nenhum consolo...

Nenhum?

Um gatinho Gatinho que ia passando por ali ouviu aquele choro tão doído e ficou com muita pena da Bonequinha preta. Tentou fazer gracinhas para ela sorrir, mas não deu certo.

Gatinho - Então, o que posso fazer por você?

Bonequinha preta - Não sei, eu fui olhar só um pouquinho na janela, semMariazinhasaber. Ela disse para eu não ir sozinha, e agora perdi minha linda Casinha!

Gatinho - Talvez eu possa ajudar. Os gatos passeiam pela noite, e se você me contar como é sua casa, talvez eu a encontre.

Bonequinha preta - É uma linda Casinha branca, com janelas azuis, e uma Mariazinhadentro, que deve estar muito triste agora.

E assim, o Gatinho saiu pelas ruas à noite, procurando a casa certa. Procurou, procurou e...

Encontrou aquela linda Casinha branca, com janelas azuis, e uma linda Mariazinha que chorava muito.

Gatinho-Vamos lá buscar sua bonequinha preta Bonequinha pretaque caiu no cesto do verdureiro!

E lá foram os dois.

Quando chegaram, foi aquele abraço! Toda a choradeira passou e as duas se prometeram nunca mais se separar. Voltaram juntas para casa mas, na hora de se despedir do Gatinho, ficaram com tanta pena, que o convidaram a morar com elas na linda Casinha. Ele gostou muito da idéia.

Assim, a história acaba com todos felizes, merecendo no fim um ponto de alegria bem grandeExclamaç:ão

MariazinhaBonequinha pretaGatinho

FIM


O Pequeno Polegar

quem é o autor?

Esta é uma lenda antiga, que surgiu na Europa há muitos anos, mas ninguém sabe quem escreveu ou inventou, como tantas outras historinhas aqui.

Conta sobre uma família de camponeses pobres, com sete filhos ainda crianças para criar. O filho caçula nasceu tão pequenininho e fraquinho, que foi sorte sobreviver. Ganhou por isso o apelido de Pequeno Polegar. Ele era pequeno, porém muito esperto, sempre aprendendo brincadeiras novas com seus irmãos.

Naquele tempo, houve na Europa uma grande fome, que se espalhava por todas as cidades em volta da casa de Polegar. Não havia alimentos para todos. As panelas estavam vazias...

panela vazia

O pai das crianças, sabendo que todas morreriam de fome se ficassem em casa, teve uma idéia:

- Vou levar todos para a floresta. Talvez encontrem coisas para se alimentar e sobreviver. Aqui é que não vai dar certo.

A mãe chorou muito, mas concordou com o pai em não contar nada para os filhos, para que não se desesperassem. Preparou um lanchinho para cada um (o último que tinham), e todos partiram cedo, pela manhã, como se fossem passear na floresta.

Depois de estarem todos bem cansados de andar, os pais foram se afastando, sem que as crianças percebessem.

O Pequeno Polegar foi o primeiro a reparar que os pais haviam sumido. Todos tentaram procurar, mas se descobriram perdidos e abandonados...

Pequeno Polegar triste

A noite já vinha chegando, e as crianças tinham medo dos lobos e morcegos que faziam ruídos assustadores em volta.

morcego vampiro

O irmão mais velho subiu na árvore mais alta para procurar um abrigo para a noite. Todos festejaram quando ele disse ter visto a torre de um castelo ao longe, para o lado de onde a lua vinha nascendo.

Foram caminhando rapidamente, pensando achar um grande castelo acolhedor, com um rei e uma rainha ricos e bondosos para dividir abrigo e alimento com todos eles.

torre

Não era bem isso quando se via de perto, mas todo o resto era apenas a floresta perigosa, e eles não queriam ser devorados. Então bateram à porta assim mesmo.

Uma estranha voz respondeu:

- Vocês estão loucos? Não sabem o que tem atrás desta porta?

- Quem está falando? - perguntou Polegar.

-Eu! Ora bolas!

maçaneta falante

- Não sabia que existiam maçanetas falantes! - disseram todos.

- Para sorte de vocês, está vindo aí a dona da casa, que é boa e carinhosa, mas se chegar o patrão ...

A dona da casa abriu a porta, torcendo o nariz da maçaneta, que nem reclamou. Recebeu aquelas crianças abandonadas e famintas com todo seu carinho, mesmo preocupada que o marido pudesse chegar a qualquer momento. Trouxe bastante comida, que ali não parecia faltar. Todos ficaram satisfeitos e encheram as barrigas.

mulher trazendo alimento

Como sempre, a maçaneta soltou berros horríveis quando o patrão torceu forte seu nariz para entrar. Ouvindo isso, a dona da casa correu para esconder as crianças embaixo da cama do casal.

Não adiantou nada, pois o ogro malvado que era seu marido sentiu o cheiro de gente estranha logo logo...

ogro malvado

- Vou comê-los no jantar! Ahaha!

A mulher pediu que ele esperasse um pouco mais, pois o jantar maravilhoso de hoje já estava pronto, e tinha todos os pratos especiais que ele adorava.

Então o ogro mandou que fossem se deitar na cama ao lado da cama de suas filhas. Sim, o ogro tinha sete filhas, que dormiam todas na mesma cama, com suas coroas na cabeça.

menina coroada

Logo que os meninos se retiraram, ele rosnou que iria degolar cada um deles à noite. E ficou sentado esperando que dormissem...

ogro esperando

Polegar, chegando com os irmãos ao quarto, viu as meninas dormindo no escuro com suas coroinhas e ficou pensando em uma idéia para escapar.

Polegar pensando

Quando todos dormiram, colocou sua idéia em prática: trocou os chapéus de seus irmãos, e o seu também, pelas coroas das meninas, e foi se deitar bem quietinho. Naquele quarto escuro, ele imaginou que o ogro iria reconhecer as filhas pelas coroas nas cabeças, e foi isso mesmo.

Quando o ogro chegou, foi direto para a cama dos meninos, mas pondo a mão nas cabecinhas, sentiu as coroas, e assim foi para a outra cama. Degolou todas as crianças que tinham chapéu na cabeça.

olhar mau do ogro

- Ufa! Quase degolei minhas próprias filhas!

Polegar avisaAssim que o ogro saiu, o Pequeno Polegar acordou seu irmãos para fugirem juntos dali. Desceram pela escada de mansinho, e chegaram na maçaneta falante.

maçaneta

- Tenho ordens de avisar ao patrão sempre que tentam entrar ou sair por mim, mas desta vez vou desobedecer aquele malvado. O único problema é que vocês não vão escapar quando ele calçar suas botas de sete léguas e for atrás de vocês. Seus pés ficam os mais rápidos do mundo!

ogro correndo com a bota

O Pequeno Polegar notou as enormes botas encantadas ao lado da porta, e resolveu calçar assim mesmo, com a maçaneta prendendo a gargalhada com o ridículo do seu tamanho junto ao da bota.

Fez bem: era uma bota encantada, e se ajustou perfeitamente ao seu tamanho assim que calçou em seus pequeninos pés.

bota de sete léguas

Com elas, ajudou seus irmãos a voltarem para casa, mas não quis ficar. Despediu-se deles, e disparou para o castelo real.

castelo do rei

Lá chegando, disse logo que era o correio mais rápido do reino, e gostaria de provar sua capacidade ao rei.

Nos primeiros dias, levava apenas mensagens sem importância, mas ele era mesmo tão veloz e tão correto, que acabou conquistando a confiança do rei em pessoa. Logo estava sendo o responsável pela entrega das mensagens mais importantes, até mesmo as de guerra.

Tudo chegava voando carta voandopelas mãos dele, com a ajuda da bota de sete léguas. Assim, o Pequeno Polegar foi ganhando e juntando muito dinheiro.

Um dia, ele achou que era hora de voltar em casa, e levar dinheiro bastante para sua família nunca mais sentir fome ou abandono. E isso ele também conseguiu.

Lar

FIM


 

Chapeuzinho Vermelho

 

Chapeuzinho Vermelho

Era uma vez uma menina chamada Chapeuzinho Vermelho, que tinha esse apelido pois desde pequenina gostava de usar chapéus e capas desta cor.

Um dia, sua mãe pediu:

- Querida, sua avó está doente, por isso preparei aqueles doces, biscoitos, pãezinhos e frutas que estão na cestinha. Você poderia levar à casa dela?

cestinha na mesa

- Claro, mamãe. A casa da vovó é bem pertinho!

- Mas, tome muito cuidado. Não converse com estranhos, não diga para onde vai, nem pare para nada. Vá pela estrada do rio, pois ouvi dizer que tem um lobo muito mau na estrada da floresta, devorando quem passa por lá.

- Está bem, mamãe, vou pela estrada do rio, e faço tudo direitinho!

E assim foi. Ou quase, pois a menina foi juntando flores no cesto para a vovó, e se distraiu com as borboletas, saindo do caminho do rio, sem perceber.

Cantando e juntando flores, Chapeuzinho Vermelho nem reparou como o lobo estava perto...

lobo escondido atr·s da ·rvore

Ela nunca tinha visto um lobo antes, menos ainda um lobo mau. Levou um susto quando ouviu:

- Onde vai, linda menina?

lobo rindo

- Vou à casa da vovó, que mora na primeira casa bem depois da curva do rio. E você, quem é?

O lobo respondeu:

- Sou um anjo da floresta, e estou aqui para preteger criancinhas como você.

- Ah! Que bom! Minha mãe disse para não conversar com estranhos, e também disse que tem um lobo mau andando por aqui.

- Que nada - respondeu o lobo - pode seguir tranqüila, que vou na frente retirando todo perigo que houver no caminho. Sempre ajuda conversar com o anjo da floresta.

- Muito obrigada, seu anjo. Assim, mamãe nem precisa saber que errei o caminho, sem querer.

E o lobo respondeu:

- Este será nosso segredo para sempre...

E saiu correndo na frente, rindo e pensando:

lobo correndo

(Aquela idiota não sabe de nada: vou jantar a vovozinha dela e ter a netinha de sobremesa ... Uhmmm! Que delícia!)

Chegando à casa da vovó, Chapeuzinho bateu na porta:

- Vovó, sou eu, Chapeuzinho Vermelho!

- Pode entrar, minha netinha. Puxe o trinco, que a porta abre.

A menina pensou que a avó estivesse muito doente mesmo, para nem se levantar e abrir a porta. E falando com aquela voz tão estranha...

lobo disfarçado de vovó

Chegou até a cama e viu que a vovó estava mesmo muito doente. Se não fosse a touquinha da vovó, os óculos da vovó, a colcha e a cama da vovó, ela pensaria que nem era a avó dela.

- Eu trouxe estas flores e os docinhos que a mamãe preparou. Quero que fique boa logo, vovó, e volte a ter sua voz de sempre.

- Obridada, minha netinha (disse o lobo, disfarçando a voz de trovão).

Chapeuzinho não se conteve de curiosidade, e perguntou:

- Vovó, a senhora está tão diferente: por que esses olhos tão grandes?

- É prá te olhar melhor, minha netinha.

- Mas, vovó, por que esse nariz tão grande?

- É prá te cheirar melhor, minha netinha.

- Mas, vovó, por que essas mãos tão grandes?

- São para te acariciar melhor, minha netinha.

(A essa altura, o lobo já estava achando a brincadeira sem graça, querendo comer logo sua sobremesa. Aquela menina não parava de perguntar...)

- Mas, vovó, por que essa boca tão grande?

- Quer mesmo saber? É prá te comer!!!!

lobo comilão

- Uai! Socorro! É o lobo!

A menina saiu correndo e gritando, com o lobo correndo bem atrás dela, pertinho, quase conseguindo pegar.

Por sorte, um grupo de caçadores ia passando por ali bem na hora, e seus gritos chamaram sua atenção.

Ouviu-se um tiro, e o lobo caiu no chão, a um palmo da menina.

Todos já iam comemorar, quando Chapeuzinho falou:

- Acho que o lobo devorou minha avozinha.

caçador- Não se desespere, pequenina. Alguns lobos desta espécie engolem seu jantar inteirinho, sem ao menos mastigar. Acho que estou vendo movimento em sua barriga, vamos ver...

Com um enorme facão, o caçador abriu a barriga do lobo de cima abaixo, e de lá tirou a vovó inteirinha, vivinha.

- Viva! Vovó!

E todos comemoraram a liberdade conquistada, até mesmo a vovó, que já não se lembrava mais de estar doente, caiu na farra.

vovó de skateChapeuzinho dançando

`O lobo mau já morreu. Agora tudo tem festa: posso caçar borboletas, posso brincar na floresta.`

FIM


João e Maria

Era uma vez um menino chamado João e sua irmã Maria, que moravam em uma casa perto da floresta.

João com carrinhosMaria pintando

Um dia, sua mãe pediu que fossem buscar galhos secos para acender o fogo. Não pecisavam trazer muitos, apenas o bastante para acender a lareira.

- Não vão muito longe. Os galhos que temos aqui perto já servem, não vão se perder por aí...

- Pode deixar, mamãe, vamos voltar logo!

E lá se foram os dois procurar gravetos secos por ali, entre várias brincadeiras. Não queriam ir longe, mas estavam tão curiosos com a floresta que resolveram arriscar só um pouquinho.

Maria teve uma idéia genial: foi marcando todo o caminho, para saber por onde voltar: assim não iriam se perder. E bricaram à vontade.

Já estava querendo escurecer quando resolveram voltar. Maria foi logo procurando os pedacinhos de pão que deviam estar marcando o caminho, mas...

passarinhos bicando o chão

Os passarinhos que moravam ali estavam achando ótimo aquele lanchinho, e não deixaram nem um miolinho de pão sobrar. Não havia como achar o caminho de volta para casa. A idéia de marcar o caminho tinha sido ótima, mas não com pedacinhos de pão.

- Agora estamos os dois com fome e perdidos!

irmãos abraçados

Andaram de um lado para outro, mas nada de encontrar o caminho de casa, cada vez mais escuro.

lua dormindo

A noite já tinha chegado, quando João teve uma boa idéia:

- Vou subir na árvore mais alta e ver se encontro alguma casa para passarmos a noite.

Maria achou ótimo, pois já estava muito assustada com os ruídos da noite na floresta. E João encontrou alguma coisa:

- Tem uma luz daquele lado! Vamos lá ver!

Os dois correram na direção da luz acesa da casa mais próxima.

Ao chegarem, viram uma velhinha que parecia muito boazinha e sorridente.

velhinha com bengala- Venham cá! Venham, meus amiguinhos. Aqui vão encontrar muita comida gostosa.

(os dois estavam morrendo de fome)

Então viram a casa de perto:

casa doce

- Uuuuau!

As paredes eram de chocolate com castanhas, o telhado era de brigadeiro, as portas de biscoito fresquinho, as janelas de gelatina, tudo enfeitado com caramelo, sorvete e balas coloridas. Uhmmm!

velhinha com bengala- Comam tudo, meus amiguinhos, é para vocês. Depois podem descansar em camas fofinhas e bem quentinhas. Amanhã acharemos a casa de vocês.

E os dois obedeceram contentes, e acabaram dormindo cansados de um dia tão cheio.

Acordaram antes do sol nascer, pensando que estavam na maravilhosa casa de doces.

Mas, que nada:

Casa assombrada

A casa tinha desaparecido como se fosse mágica. Em seu lugar havia uma horrível casa de bruxa, com morcegos e tudo.

Uma gargalhada terrível vinha da escada, por onde chegou a bruxa malvada com sua coruja:

Bruxa feia

- Pensaram que iam escapar, não? Vão ficar presos aqui para sempre, e nunca mais vou deixar que voltem para casa. Ha! Ha! Ha!

A bruxa mandou Maria para a cozinha preparar comida para todos: agora ela era a empregada da casa. Tinha que fazer todo o serviço, se não...

Prendeu João numa gaiola e disse:

- Menino: trate de ficar bem gordinho! Quando estiver pronto, vai virar o meu jantar especial. Ha! Ha! Ha!

Maria foi a primeira a reparar que a bruxa malvada não enxergava bem. Tudo ela trazia bem perto dos olhos para ver direito.

Para saber se João estava engordando bem, toda noite chamava o menino e mandava que mostrasse o seu dedinho da mão. Apertava bem, e dizia que ainda estava muito magrinho.

- Maria! Faça mais comida! Ele tem que engordar. Depressa!

João, preso na gaiola já nem sentia fome, de tão triste que estava. Queria voltar a ser livre, correr solto com seus amigos e brinquedos. Lembrava bem como isso era bom.

João lembrando como brincava de avião

Maria tentava encontar uma saída para os dois, enquanto fazia o serviço sem nenhum brinquedo. Tinha saudades de tudo em casa mas, como enganar a bruxa e fugir?

Maria com saudade do bonequinho

Foi na cozinha que teve uma idéia:

frango no espeto

Colocou para assar no espeto uma galinha, escondendo um ossinho comprido e bem fininho.

Quando levou a comida para João, disse a ele bem baixinho, para a bruxa não escutar:

- Esconda este ossinho para fingir que é seu dedo bem magrinho e enganar a bruxa. Ela não enxerga quase nada...

- Quietos aí! Quem disse que podem conversar?

Desse dia em diante, João sempre mostrava o ossinho para a bruxa apertar quando ela queria saber se ele já estava bem gordinho.

- Maria! Esse menino está magro como um palito. Faça mais comida!

E Maria fazia muitas coisas para que os dois ficassem bem fortes para poder fugir.

Em toda parte, a menina procurava o lugar onde a bruxa escondia a chave da gaiola, mas não conseguia encontrar.

chave

Tudo agora dependia da força de João para fugirem dali.

Naquela noite, João se esforçou muito, e acabou conseguindo soltar a grade da gaiola. Tinha ficado bem forte, e a bruxa nem sabia disso.

Os dois correram para se esconder na floresta antes que a bruxa acordasse.

Na luz do dia, conseguiram achar o caminho de casa, e nunca mais voltaram naquele lado da floresta.

Essa história ouvi de meu avô João, nas férias. Será que ele viveu todas essas aventuras quando era criança?

Vovô e João pescando

FIM



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